Category: Trivialidades


Aprovado

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Persistência da frouxidão

Há alguns anos que estou inserido no mercado de trabalho. Passei por empresas que forneciam serviços distintos e que actuavam em áreas de negócio distintas umas das outras. Vivi a pequena empresa – quase familiar – que se está a lançar no mercado, a multinacional que age sem concorrência em áreas especificas de negócio e o gigantesco conglomerado nacional com milhares de colaboradores.

Embora neste percurso tenha transitado por organizações tão distintas nas suas formas e nos seus propósitos, existem algumas particularidades que são comuns a todas elas.

Uma delas causa-me – se calhar vai causar sempre  – algum pasmo. As pessoas que pairam pelas organizações sem que saibamos muito bem o que fazem por ali. Existe uma classe de pessoas que parece passar pelos dias sem obrigações, sem responsabilidades e sem afazeres. Passam os dias pelos sites dos jornais desportivos, a zelar por avatares virtuais nos FarmVille e quejandos online, e junto às máquinas do café a contar graçolas. Não há ninguém a quem prestem contas ou apresentem resultados, talvez porque – pasmo novamente – não haja ninguém que exerça algum tipo de chefia e exija esses resultados.

O contacto que tenho tido com “colaboradores” deste tipo não faz deles uma regra. São claramente a excepção. Mas à medida que vamos conhecendo organizações de maior dimensão, percebemos também que o número de pessoas que pairam nesse regime vai aumentando proporcionalmente. Para uma organização, o custo operacional de uma pessoa que tem como única função estar presente é enorme. O pagamento de um vencimento a quem não exerce as funções por persistência de frouxidão é imoral para quem recebe e devia afligir quem paga.

Sem produtividade e sem resultados há quem se vá perpetuando nas organizações. Muitas vezes até vão progredindo nas hierarquias.

Decalcando para um retrato mais generalizado das endemias lusas vemos que esta forma de estar é tradicional.

Há quem vá ficando pelas sombras uma e outra vez, e ao fim de algum tempo vai ficando por ali. Com o passar do tempo, alija-se das tarefas que lhe competiam. Entretanto a orgânica dos processos vai distribuindo esse trabalho, que  vai ficando por fazer, para outras pessoas ou outros departamentos.

Palpita-me que um dia destes voltarei a esta temática.

FarmVille

Afinal, o que é o amor?

* O amor não libera a criança que existe dentro de você. O nome disso é cesariana. O amor é outra coisa;
* O amor não faz você sentir-se especial. O nome disso é deficiência física. O amor é outra coisa;
* O amor não te faz ouvir sinos enquanto beija. O nome disso é pegação atrás da igreja. O amor é outra coisa;
* O amor não te deixa quente e te leva pra cama. O nome disso é dengue. O amor é outra coisa;
* O amor não te deixa molinho e manhoso. O nome disso é Rivotril. O amor é outra coisa;
* O amor não te deixa temporariamente cego. O nome disso é spray de pimenta. O amor é outra coisa;
* O amor não faz brotar uma nova pessoa dentro de você. O nome disso é gravidez. O amor é outra coisa;
* O amor não faz você ouvir o próprio coração. O nome disso é estetoscópio. O amor é outra coisa;
* O amor não te faz ficar simpático e amoroso de repente. O nome disso é Natal. O amor é outra coisa;
* O amor não liberta. O nome disso é ALVARÁ DE SOLTURA. Amor é outra coisa;
* O amor não te faz ver o mundo cor-de-rosa. O nome disso é baitolice. O amor é outra coisa;
* O amor não te faz ver tudo com outros olhos. O nome disso é transplante. O amor é outra coisa;
* O amor não faz você se sentir sempre acompanhado. O nome disso é encosto. O amor é outra coisa;
* O amor não te leva por caminhos tortuosos e te assusta de vez em quando. O nome disso é trem fantasma. O amor é outra coisa;
* O amor não faz você chorar sem motivos. O nome disso é cebola. O amor é outra coisa;
* O amor não nos faz perder a noção do tempo. O nome disso é horário de verão. O amor é outra coisa;
* O amor não faz você se sentir em outro mundo. O nome disso é autismo. O amor é outra coisa.
* O amor não te faz acessar o insoonia todos os dias. O nome disso é Gleicou. O amor é outra coisa.

Tirado daqui.

O som da aldraba. Dois senhores de fatinho do outro lado da porta. Panfletos com imagens celestes em mão.

Um dos senhores de fatinho: “Acredita que toda as pessoas vão para o céu?”

Eu: “Se existir céu, não.”

O mesmo senhor de fatinho: “Está a ver,  acredita que nem todas as pessoas vão para o céu!”

Num processo de evangelização, uma falha flagrante na defesa dogmática, à primeira abordagem, merece ordem de expulsão da soleira da porta.

Desculpa lá Daniel…

Parabéns pá

O jornal que mais vezes fui comprar a uma banca faz hoje 20 anos.

Um ano de blogue

Boas Festas

… vão-se partilhando coisas

O trailer de Babies, um documentário que segue o primeiro ano de 4 crianças nascidas em várias partes do mundo: Japão, Mongólia, Namíbia e Estados Unidos.

Natascha_McElhoneNatascha McElhone

Chiça

ninfolepsia
(grego númphê, -ês, esposa, ninfa, larva de abelha + grego lépsis, -eos, acção! de agarrar, acção! de receber + -ia)

s. f.
Misantropia que leva a procurar a solidão dos bosques.

Misunderstood

traducao

hemingway

Uma vez Hemingway escreveu uma história em 6 palavras. “For sale: baby shoes, never worn.”

Hemingway considerou este o seu melhor trabalho.

Talentos Confirmados

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Kate Walsh

Talentos Emergentes

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Olivia Wilde

Jeitos de Escrita

escrever

Longe de considerar este espaço um exemplo de boa escrita, sinto-me com legitimidade para apresentar um incómodo.

Faz-me cada vez mais confusão os erros ortográficos, as encruzilhadas semânticas, as sintaxes canalhas e as travessuras com vírgulas que aparecem um pouco por todo lado. O incómodo é maior quando determinados discursos são emanados por detentores de cargos executivos ou políticos, pessoas com responsabilidades formativas ou agentes de difusão noticiosa.

Os correctores de texto já emendam muita coisa, mas correspondências de complementos directos, acertos com tempos verbais ou frases escanchadas com virgulações a destempo ainda passam nos crivos digitais da escrita.

Grande parte das vezes, as ideias de quem escreve descuidadamente ficam mal percepcionadas. Pior do que isso, parece que estamos a ser sujeitos a testes de atenção e avaliação à capacidade de descodificar discursos.

Quem tem dificuldades a escrever, treine. Quem não queira treinar, desenhe. Mas não nos façam perder muito tempo a tentar perceber o que queriam realmente dizer.

Atentai no porta-moedas

euro

Nos próximos dias, reparai nas vossas carteiras se a coroa da maioria das moedas não pertence a um dos demais países da UE que não o nosso.

aulas

obras_completas_shakespeare

Despertado há longo anos para o fenómeno tive o ensejo de me apresentar na condensação bem disposta da obra Shakespeariana.

Aprecia-se a originalidade da ideia, o humorismo, o ritmo alucinante – alucinado – e a interacção com o público. Salta a vista o deleite com que tudo aquilo foi pensado e como continua a ser executado com inspiração e prazer pelo mesmo elenco há quase treze anos.

Recomenda-se com vivacidade e grande entusiasmo. O desejo de ver tudo aquilo novamente surge ainda connosco lá pela sala.

É formidável o Romeu, bem gingão, de discurso acelerado e enfático.

(Falta uma palavra para as 97… Já sei!)

Adorei.

Brilhante

Anúncio da BBC para promoção das suas rádios locais.

hotel

O New York Times escolheu os 100 melhores hotéis europeus abaixo de 100€.

De Lisboa foram escolhidos 5.

– York House Lisbon

– Evidência Tejo

– Vincci Baixa

– Albergaria Residencial Insulana

– Hotel Borges

A lista completa está aqui.

rogerio_casanova

Leio o  “Pastoral Portuguesa” porque me desperta o desgostoso pecado da inveja. E isso é coisa que geralmente se sente porque não temos capacidade nem categoria para almejar o que invejamos. Mas quando se inveja, admira-se.

Aprecio a forma aguçada e entretida como se abordam diversas  temáticas – a difusa mecânica de jogo do Sporting; os inebriantes programas da tarde da Júlia Pinheiro; ou os nomeados ao prémio Nobel da Literatura de 2009. Mas gosto sobretudo da cultura, estilo, garbo e da exposição de ideias  e narrações que não obedecem aos padrões convencionais de argumentação.

Uma vénia ao Rogério Casanova. Se não é um génio anda lá bem próximo.

“Tenho-me preocupado bastante nos últimos tempos com a falta de preocupação dos adeptos do Sporting em relação ao Benfica. Como um judeu alemão em 1933, o adepto do Sporting insiste em abanar a cabeça e sorrir, ao mesmo tempo que tenta convencer os pequenos Joshua e Sapphira de que vai correr tudo bem.”

Nobel da Paz

Com esta é que te lixaram, pá!

Barack_Obama

vaca

Vacas com nome próprio dão mais leite

“Todos pensam em deixar um planeta melhor para os nossos filhos… Quando é que pensarão em deixar filhos melhores para o nosso planeta?”