Category: Sardoal


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Semana Santa no Sardoal

Foto por Pedro Sousa

Memórias

Foto por Pedro Sousa

Celebrações e tradições religiosas levam os católicos da Semana Santa à Páscoa

(com uma pequena referência à Vila)

Ecos dos confins do Ribatejo Norte

Diversos arautos fazem chegar de forma célere as novas sucedidas na Procissão dos Passos.

Os “finais” são mesmo assim: desgovernados, desnorteados e desoladores.

Oportunidades 05/03/2010

5 Assistentes Operacionais – Sapadores Florestais

Licenciatura em Marketing não requerida.

500 anos de arte em exposição

No “Fátima Missionária“.

A “Semana Santa” mesmo aí

Fátima Missionária

I’m speechless, I have no speech

Tal como o pequenote Bernardo Pereira da Cunha Bettencourt e Melo D’Orey   perguntará a seu pai porque não joga à bola o Sporting, também por aqui surgem outras questões eruditas após mais uma noite “lagarta”.

É sempre de desconfiar de quem compra álbuns musicais com figuras em relevo. Mas isto sou eu. Tenho mau feitio para aturar com a razão e garbo intelectual – ou falta de ambos – no discurso alheio.

Alguma urticária na razão provoca ainda o advento da organização de maratonas de futsal pelos finalistas do pré-universitário. Confusão ocorre pelo facto de quem a elas vá às 4:00, com 4 graus atmosféricos que se sentem até ao osso. Culpado.

PS: Declaração final, em jeito de post “à blogue cor-de-rosa”:

Começo a ter pouca paciência para “vos” aturar.

…”ou por estimativa”…

O Centro Cultural de Sardoal registou 10.300 utilizadores em 2009, repartidos pelos 16 eventos que ali decorreram, como sessões de cinema, peças de teatro, espectáculos musicais e de dança e ainda reuniões e acções de formação. As 41 sessões de cinema contaram com um total de 2.116 espectadores. Já a música, o teatro e a dança renderam 2.792 entradas. A contagem é feita por controlo de bilheteira ou por estimativa quando não há venda de bilhetes.

16 eventos e 10.300 utilizadores?! Dá uma média de 643,75 utilizadores por evento.

Há jogos da primeira divisão de futebol com menos espectadores do que os eventos no CCGV…

18-02-2010 (19:00)

Adenda: Mil perdões a quem sinta o melindre. Os números correctos estão disponíveis aqui.

Sabem bem estes actos de contrição em pleno período de Quaresma.

As escutas são uma espécie de elefante no meio da sala. Está um elefante no meio da sala e as pessoas discutem se está um elefante no meio da sala. A facção que diz que não está elefante nenhum no meio da sala vai dizendo:

1. Não tomei conhecimento oficial do elefante no meio da sala por isso ele não pode estar lá

2. A minha religião proíbe-me de ver elefantes, por isso vamos falar como se o elefante no meio da sala não existisse

3. Se ignorarmos as provas visuais (que são nulas), o que lhe garante que está um elefante no meio da sala?

4. Tenho aqui uma notícia da Lusa que prova que eu fui informado do elefante no meio da sala pelo presidente da Confederação dos Elefantes. Ele diz que não recebeu ordem do governo para colocar elefantes no meio da sala. Logo não fui eu que mandei colocar o elefante no meio da sala.

5. Não está elefante nenhum no meio da sala. Eu só estou a ir à volta porque gosto de caminhar.

6. Se mandei colocar um elefante no meio da sala? Não existe nenhum despacho do meu governo a mandar colocar um elefante no meio da sala. Consultem o Diário da República.

7. Olha! Está uma formiga no meio da sala!

8. Tenho aqui um acórdão no Supremo que diz que não há elefante nenhum no meio da sala.

Daqui

No dia em que este grupelho que ocupa as cadeiras do poder se espalhar cá em baixo, abrirei uma garrafa de champanhe para celebrar efusivamente.

Esclarecimento: Não existe somente política num contexto nível nacional. Portanto terão de ser pelo menos duas garrafas…

Postaleco do antigamente

A oportunidade de viajar no tempo é um dos temas mais aflorados pela ficção científica. A física quântica não desmistifica a coisa, e tem alturas até, em que reforça a possibilidade científica do evento. Viver – ou reviver – tempos passados faz parte das vontades tecnológicas futuras da humanidade seja por voltar a onde já se esteve ou para regressar a zonas da história que nunca se viveram.

Ouço dos antigos, histórias de repressão, do condicionamento do discurso e da ideia, da incapacidade paralisante de opinar e agir. Infelizmente, não tem sido preciso nenhuma cápsula mágica para fazer recuar 40 ou 50 anos na história e ver como essas coisas se processavam.

A perpetuação do status quo político, debaixo de climas intimidadores, trocas de favores, pressões, coacção e outras demais ferramentas de fracos líderes, permanece uma realidade no presente.

Resta um consolo de, viajando aos registos históricos desse passado, ver como todos esses regimes acabaram por apodrecer e cair. Não só para quem os delineava mas para quem os sustentava.

Há quem, tolhido pela voragem e volúpia da perpetuação do poder, deixe de querer aprender com o passado. E se há lições importantes são as lições da história e a sua percepção de como as coisas podem findar no futuro.

E no fundo é isto

Meia-noite. “É só mais esta e vou para casa.”

A assertividade da declaração de um “lagarto” (Lagarto do Sardoal – não daqueles que seguem a agremiação que se apresenta atrás do LIDL do Campo Grande) nestas circunstâncias, tem tanto de verdade como ouvir o admirável líder da cortelha governativa lusitana a falar do fim da crise ou das virtudes do TGV.

E um defesa-esquerdo? Só falta um defesa-esquerdo.

Para consolo: veste de águia ao peito o melhor jogador da Liga Sagres. Para ti Javier, um forte abraço do sócio 204668.

Eu sei que não devias estar a jogar por aqui, mas vou fazer de conta que não percebo…

Procura-se

Desapareceu do país, substantivo feminino de origem latina – baptizado pelos seus progenitores de verecundia. Vestia um traje formal e clássico. No seu último avistamento apresentava sinais de abandono e maus tratos.

A indivídua em questão era usada pelo cidadão comum, embora fosse esperada ser prática corrente em responsáveis de cargos públicos.

A sua omissão da vida pública banalizou-se e o seu desaparecimento é visto hoje em dia com normalidade. Quem dela se recorda tem sido olhado de lado pelos demais. O seu regresso pode representar o fim da distribuição de trens de cozinha por amigos políticos ou o término de negociatas sucateiras bastante proveitosas.

A significação em questão é uma condição psicológica e induz consciência de desonra, desgraça, amoralidade e desonestidade.

Dão-se generosas alvíssaras a quem a encontrar. O seu surgimento pode salvar um país.

Vergonha, volta depressa!

Um homem andava desconfiado que a mulher lhe era infiel. Um dia, não aguentando mais, decidiu contratar um detective. O detective começa a seguir a mulher. Passados vários dias o detective apresenta ao homem várias fotografias. A primeira fotografia mostra a mulher a encontrar-se com outro homem num café. A segunda mostra a mulher com esse outro homem a entrar num carro. A terceira mostra-os num bar.  A quarta mostra-os  a entrar num quarto de motel. A quinta mostra-os juntos dentro do quarto de Motel. A sexta fotografia está totalmente preta.

– “O que aconteceu a esta foto? Está preta porquê? O que aconteceu a seguir?”, pergunta o homem ao detective.

– “Apagaram a luz”, diz o detective.

– “Merda! Fica sempre aquela dúvida …”, conclui o homem.

Surripiado daqui.

Status Quo

“A hipocrisia é o tributo que o vício presta à virtude.”

Há coisas que me divertem. Os caçadores de gambozinos dão-me um especial deleite.

O caçador de gambozinos  é uma espécie cheia de coragem. Insinua, lança processos de intenções, clama por levantamentos populares. Mas falha no momento da concretização. O caçador de gambozinos trata a verdade como uma rua de sentido único. Só o seu sentido é correcto. Quem vem de lá, é um de dois – desonesto ou néscio.

O caçador de gambozinos clama por dignidade, brio, altivez moral e demais honrarias. Parece um conde francês do século XVII a elencar valores antes de mais um duelo ao raiar do dia com um algum plebeu mais atrevidote. O caçador de gambozinos não concebe ser contrariado.

Na essência, o caçador de gambozinos vive de vagas de fundo que não existem. Sente-se caucionado por desígnios delirantes que existem somente na sua cabeça.

Continuem por aí. Às vezes é difícil encontrar motivos para um simplório moço do campo se rir.

Sardoal com Memória

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Com orgulho de Lagarto – e de filho – anuncio um novo site dedicado ao Sardoal.

Chama-se “Sardoal com Memória“. É uma nova colecção de antigas histórias e velhas memórias acerca da Vila.

Aqui serão publicadas as investigações e estudos recolhidas ao longo de muitos anos – e também na actualidade – por um dos maiores apaixonados e dedicados narradores de séculos de história do Sardoal. Para quem ainda não percebeu, fala-se de Luís Manuel Gonçalves.

No mesmo site há também um espaço de reflexão dedicado ao Passado, Presente e Futuro do Concelho de Sardoal.

Ficam os parabéns pela iniciativa mas também pelo eterno entusiasmo em partilhar um pouco daquilo que nós fomos.

Aquelas recordações também devem fazer parte das nossas memórias.

Mereces melhor

pelourinho_2Laranja podre

Parabéns

sardoal