Archive for Junho, 2012


Idas ao divã (I)

Amar é fácil, saber ser amado é que é um berbicacho.

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Fins, começos e reinícios

Passaram dois anos desde a chegada ao fim da linha do “Gota”.

Nestes dois anos aconteceram milhentas coisas incríveis e memoráveis. Estas milhentas coisas, embora ausentes deste espaço, estão assentes em inúmeros suportes. De todos estes suportes, o mais importante é a memória.

A memória é aquilo que nos ajuda a projectar o que somos e quem queremos ser. Diz-nos a história – a nossa, a dos outros e até de forma mais lata a história da humanidade – que quem não consegue lidar com a memória dificilmente poderá viver sem sobressalto o seu futuro e a sua construção. A memória ensina.

Uma das coisas que conduziu também a este regresso foi a revisita de todo o conteúdo do que por aqui foi escrito anteriormente. Essa visita na história reavivou alguns momentos que ajudam a perceber a evolução e a transformação da pessoa que eramos e somos hoje. Essa memória, e essa história, apazígua e serena, porque ajuda a perceber onde se andou, o que se atravessou e porque se chegou aqui a este momento.

Bem, na verdade, o que conduz a este regresso é a dificuldade que a idade do escriba coloca na manutenção da memória. Quando se caminha para a idade ganha-se muita coisa, mas a capacidade física e mental, essa, vai fugindo quase sem avisar.

Como os tipos que gerem aqui os hemisférios responsáveis pelos arquivos já adormecem mais vezes, o melhor é mesmo ir documentando toda esta experiência que é a vida num suporte mais seguro e de consulta rápida.

Porque, contrariamente ao que dizem algumas canções, podemos voltar a ser felizes onde já o fomos.

Sejam bem vindos novamente.

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