Os meses de suspensão impostos pela Comissão Disciplinar da Liga, por agressões a agentes não desportivos, efectuadas por Hulk (doravante tratado pelo seu nome próprio) e Sapunaru já tinham parecido um pouco despropositadas e persecutórias.

A disparidade da decisão apresentada pelo recurso do FCP ao Conselho de Justiça da Federação, mostra que no futebol de consumo interno as tribos remam em sentidos distintos. Sobretudo, orgãos de justiça reguladores da mesma competição revelam uma leitura da lei tão distante e tão desfasada que só mostra que alguém anda a agir de má fé (se calhar andam todos).

Ainda assim, espero que não apareçam as teorias situacionistas e dos “ses” para justificar uma má época desportiva de uns e uma boa época desportiva de outros. Enveredando por esse caminho, convido à recordação dos 17 jogos efectuados pelo FCP na ausência de Givanildo. No campeonato perderam 9 pontos. Nada garante que os ganhassem com Givanildo em campo, tal como nada garante que não tivessem perdido pontos noutros jogos em que Givanildo abrilhantasse as partidas…

São as instâncias de justiça dos orgãos do futebol  a propiciar polémicas e suspeições incendiárias. Não é de admirar violência no futebol. Seguindo este caminho de descrédito, um dia, só os grunhos acéfalos se vão apresentar nos estádios.

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