Archive for Fevereiro, 2010


Olhar para baixo

Entretanto, atrás do LIDL do Campo Grande, uma equipa treinada por Carlos Carvalhal vulgarizou um pretenso candidato ao título.

Por vezes, o mundo é um lugar bem bonito…

Anúncios

Parabéns

Paixão, dedicação, respeito e orgulho. 106 anos de história.

Estamos todos de parabéns.

Carrega Benfica!

Fim-de-semana

De 24 de Fevereiro a 6 de Março

Sombras

Afinal que projectamos nós?

O contorno da sombra é agigantado ou inexistente de acordo com as múltiplas incidências de luz que atingem o corpo.

Mas existe um momento no qual a sombra não existe, o zénite. O momento em que  a fonte de luz dominante atinge o seu fastígio e em que a nossa sombra desaparece. Nesse momento, a omissão da sombra pode ser usada para percebermos os reais contornos daquilo que reflectimos.

A real percepção daquilo que uma sombra pode reflectir só em escassos momentos consegue repercutir com precisão realmente o que somos. Mas conhecendo com exactidão os reais contornos do que somos, dificilmente seremos surpreendidos por aquelas sombras que nos perseguem e que muitas vezes não parecem  nossas.

O Grandioso Líder acabou mais um momento de contorcionismo propagandístico de excelência.

Adenda: Desconfio que “Sinais de Fogo” não se vai aguentar no Prime-Time televisivo muito tempo…

I’m speechless, I have no speech

Tal como o pequenote Bernardo Pereira da Cunha Bettencourt e Melo D’Orey   perguntará a seu pai porque não joga à bola o Sporting, também por aqui surgem outras questões eruditas após mais uma noite “lagarta”.

É sempre de desconfiar de quem compra álbuns musicais com figuras em relevo. Mas isto sou eu. Tenho mau feitio para aturar com a razão e garbo intelectual – ou falta de ambos – no discurso alheio.

Alguma urticária na razão provoca ainda o advento da organização de maratonas de futsal pelos finalistas do pré-universitário. Confusão ocorre pelo facto de quem a elas vá às 4:00, com 4 graus atmosféricos que se sentem até ao osso. Culpado.

PS: Declaração final, em jeito de post “à blogue cor-de-rosa”:

Começo a ter pouca paciência para “vos” aturar.

…”ou por estimativa”…

O Centro Cultural de Sardoal registou 10.300 utilizadores em 2009, repartidos pelos 16 eventos que ali decorreram, como sessões de cinema, peças de teatro, espectáculos musicais e de dança e ainda reuniões e acções de formação. As 41 sessões de cinema contaram com um total de 2.116 espectadores. Já a música, o teatro e a dança renderam 2.792 entradas. A contagem é feita por controlo de bilheteira ou por estimativa quando não há venda de bilhetes.

16 eventos e 10.300 utilizadores?! Dá uma média de 643,75 utilizadores por evento.

Há jogos da primeira divisão de futebol com menos espectadores do que os eventos no CCGV…

18-02-2010 (19:00)

Adenda: Mil perdões a quem sinta o melindre. Os números correctos estão disponíveis aqui.

Sabem bem estes actos de contrição em pleno período de Quaresma.

O deslumbramento da pequenez de horizontes perante a presença de abertura de espírito merece uma abalroação comiserativa ou uma consideração  magnânima?

Semana Laboral Curta

Dar uma mão – ou uma mão dada

O Laço Branco

Um filme distinto é assim. Óptimas representações, uma direcção artística de excelência e um retrato de época que é um valor acrescentado cultural e intelectual.

Uma exposição sociológica da Alemanha rural do início do século XX, que mostra como nasce o mal e como se manifesta das formas mais inesperadas e a partir dos originadores mais improváveis. Tudo embrulhado num pacote que aduz as diversas transformações sociológicas e económicas que ocorreram no pós-guerra 1914-1918.

Altamente recomendado.

O título do “Sol” amanhã será “O Polvo”.
O cheiro a napalm começa a ser cada vez mais intenso…

Providência cautelar impede Sol de publicar escutas

Bateu.

As escutas são uma espécie de elefante no meio da sala. Está um elefante no meio da sala e as pessoas discutem se está um elefante no meio da sala. A facção que diz que não está elefante nenhum no meio da sala vai dizendo:

1. Não tomei conhecimento oficial do elefante no meio da sala por isso ele não pode estar lá

2. A minha religião proíbe-me de ver elefantes, por isso vamos falar como se o elefante no meio da sala não existisse

3. Se ignorarmos as provas visuais (que são nulas), o que lhe garante que está um elefante no meio da sala?

4. Tenho aqui uma notícia da Lusa que prova que eu fui informado do elefante no meio da sala pelo presidente da Confederação dos Elefantes. Ele diz que não recebeu ordem do governo para colocar elefantes no meio da sala. Logo não fui eu que mandei colocar o elefante no meio da sala.

5. Não está elefante nenhum no meio da sala. Eu só estou a ir à volta porque gosto de caminhar.

6. Se mandei colocar um elefante no meio da sala? Não existe nenhum despacho do meu governo a mandar colocar um elefante no meio da sala. Consultem o Diário da República.

7. Olha! Está uma formiga no meio da sala!

8. Tenho aqui um acórdão no Supremo que diz que não há elefante nenhum no meio da sala.

Daqui

Todos somos poucos

TODOS PELA LIBERDADE

“A ingratidão provém, com certeza, da impossibilidade de pagamento da dívida.”

Honoré de Balzac

Nas Nuvens

“Nas Nuvens” poderia ser um grande filme. Não é!

Depois de um genial retrato social e das relações entre pessoas em “Juno”, Jason Reitman fez marcha atrás e alijou no argumento e na sagacidade.

A base de construção do filme é muito interessante. A forma como a crise económica gera novas oportunidades de negócios – desumanas é certo – e de que forma essa actividade e tudo o que lhe é inerente pode lançar uma pessoa em confrontações filosóficas consigo mesma. Aquilo que pretendia ser um tratado de solidão nos tempos em que as diversas redes globais nos ligam a milhões de pessoas, fica pífio no exacto momento em que  não se percebe a escolha por uma vida solitária do protagonista – na prática toda a duração do filme.

Paralelamente, muitos dos momentos mais “marcantes” do filme surgem de partos difíceis – forçados, desadequados, desenquadrados. Visitas românticas ao liceu. Um papel com a morada da “amante de viagens” que afinal tinha família e não queria ser descoberta. Um discurso motivacional ao futuro cunhado que, na dúvida da concretização do casório, muda de ideias com meia dúzia de banalidades. Então e a personagem vai ao casamento da irmã na sua cidade e não encontra nenhum amigo da juventude?

São pequenos pormenores mas na riqueza dos pequenos pormenores se fazem as grandes obras.

Clooney cumpre em serviços mínimos. O resto do elenco apresenta-se desobrigado e sem grande vontade de dar espessura às personagens.

O filme não desmerece uma ida ao cinema numa matiné de Domingo mas está bem longe das expectativas que se apresentam.

No dia em que este grupelho que ocupa as cadeiras do poder se espalhar cá em baixo, abrirei uma garrafa de champanhe para celebrar efusivamente.

Esclarecimento: Não existe somente política num contexto nível nacional. Portanto terão de ser pelo menos duas garrafas…

Será impressão minha ou já (quase) toda a gente encara como normais evidências desta estirpe?

A confirmação destes factos, a juntar ao delicado historial de Sócrates – neste instante apeteceu-me ser polido e tratar condutas calhordas por “delicadas” – só podem desembocar numa única conclusão. Este primeiro-ministro (chamo a atenção para a titulação em letra minúscula do cargo) não tem condições morais e éticas para se manter em funções. Esta questão já vai muito para além de competência política.

A cada dia que passe desta pantominice estaremos a enterrar a dignidade das intituições, da democracia e do País.

Basta.

Nota: Depois da intervenção do Professor Adelino Maltez no “Jornal das 9” da SIC – Notícias de hoje, estou a aguardar serenamente o encerramento do sinal da estação televisiva por parte das entidades chavistas lusitanas; aquelas que regulam a  informação e opinião “adequadas” para serem apresentadas ao país..

Sorrir e acenar

Há pessoas pacientes e pessoas impacientes. Por aqui, paciência é característica que tem dias de larga abundância. No entanto, com o passar dos anos, a paciência pode atingir o seu nadir ao lidar com certas pessoas e situações. Esse ponto mais baixo, pode culminar – ou quase – com um endereçamento do visado para um local desagradável. Nestas alturas respira-se fundo, engole-se o sapo, e, para não melindrar ninguém, sacamos da cartilha um sorriso cortês e acenamos elegantemente à multidão…

A aniquilação do discurso e da exposição de ideias por parte do nosso aprendiz de Chávez continua de vento em popa. Todas as frentes da imprensa que exponham ou contrariem os ideias do glorioso mundo socrático têm sido silenciadas sucessivamente. O que é verdadeiramente assustador em tudo isto, é a normalização e aceitação resignada dos diversos agentes da imprensa do País, perante o condicionamento, a coacção e  o tolher da liberdade de opinião e de informação.

Assim vão as glórias do mundo…

Sic transit gloria mundiAss