A oportunidade de viajar no tempo é um dos temas mais aflorados pela ficção científica. A física quântica não desmistifica a coisa, e tem alturas até, em que reforça a possibilidade científica do evento. Viver – ou reviver – tempos passados faz parte das vontades tecnológicas futuras da humanidade seja por voltar a onde já se esteve ou para regressar a zonas da história que nunca se viveram.

Ouço dos antigos, histórias de repressão, do condicionamento do discurso e da ideia, da incapacidade paralisante de opinar e agir. Infelizmente, não tem sido preciso nenhuma cápsula mágica para fazer recuar 40 ou 50 anos na história e ver como essas coisas se processavam.

A perpetuação do status quo político, debaixo de climas intimidadores, trocas de favores, pressões, coacção e outras demais ferramentas de fracos líderes, permanece uma realidade no presente.

Resta um consolo de, viajando aos registos históricos desse passado, ver como todos esses regimes acabaram por apodrecer e cair. Não só para quem os delineava mas para quem os sustentava.

Há quem, tolhido pela voragem e volúpia da perpetuação do poder, deixe de querer aprender com o passado. E se há lições importantes são as lições da história e a sua percepção de como as coisas podem findar no futuro.

Anúncios