escrever

Longe de considerar este espaço um exemplo de boa escrita, sinto-me com legitimidade para apresentar um incómodo.

Faz-me cada vez mais confusão os erros ortográficos, as encruzilhadas semânticas, as sintaxes canalhas e as travessuras com vírgulas que aparecem um pouco por todo lado. O incómodo é maior quando determinados discursos são emanados por detentores de cargos executivos ou políticos, pessoas com responsabilidades formativas ou agentes de difusão noticiosa.

Os correctores de texto já emendam muita coisa, mas correspondências de complementos directos, acertos com tempos verbais ou frases escanchadas com virgulações a destempo ainda passam nos crivos digitais da escrita.

Grande parte das vezes, as ideias de quem escreve descuidadamente ficam mal percepcionadas. Pior do que isso, parece que estamos a ser sujeitos a testes de atenção e avaliação à capacidade de descodificar discursos.

Quem tem dificuldades a escrever, treine. Quem não queira treinar, desenhe. Mas não nos façam perder muito tempo a tentar perceber o que queriam realmente dizer.

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