Há coisas que me divertem. Os caçadores de gambozinos dão-me um especial deleite.

O caçador de gambozinos  é uma espécie cheia de coragem. Insinua, lança processos de intenções, clama por levantamentos populares. Mas falha no momento da concretização. O caçador de gambozinos trata a verdade como uma rua de sentido único. Só o seu sentido é correcto. Quem vem de lá, é um de dois – desonesto ou néscio.

O caçador de gambozinos clama por dignidade, brio, altivez moral e demais honrarias. Parece um conde francês do século XVII a elencar valores antes de mais um duelo ao raiar do dia com um algum plebeu mais atrevidote. O caçador de gambozinos não concebe ser contrariado.

Na essência, o caçador de gambozinos vive de vagas de fundo que não existem. Sente-se caucionado por desígnios delirantes que existem somente na sua cabeça.

Continuem por aí. Às vezes é difícil encontrar motivos para um simplório moço do campo se rir.

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