dedicacao

Um dos sentimentos mais comuns no encerramento de um processo dedicatório é o desgosto da desilusão e o desconforto da injustiça. Geralmente, a dedicação e o trabalho que empregamos numa determinada demanda (laboral, afectiva, social, familiar) não parecem ser nunca recompensados da forma como ensejávamos. Fica uma sensação amarga de desapontamento. Desapontamento pela irrelevância e negligência dada por terceiros à nossa dedicação,  esmero e empenho.

No entanto, muito daquilo que é a dedicação deve ser vista como uma gratificação pessoal – mais do que um reconhecimento externo.  A probidade da dedicação e empenho é uma avaliação das capacidades pessoais para lidar com desafios, combates e pelejas. Uma estima da resistência, da capacidade de trabalho e da aptidão combativa. E é isso que devemos reter de nós.

Cada vez que nos dedicamos e nos desiludimos estamos somente a cumprir mais um etapa na travessia. Durante a vida haverão muitos momentos em que é preciso sermos dedicados e empenhados. Mas sabemos – a partir das recordações das vivências passadas – que provavelmente vamos ficar desencantados muitas vezes. Não obstante, também sabemos que é fundamental estarmos em paz connosco próprios e com a sensação de dever cumprido. Isto consegue-se com a nossa colecção de deveres, sentido de justiça, moral e honradez.  E disto, vamos precisar toda a vida.

Anúncios