memorias

O zelo e respeito pelas memórias ajuda a evitar que sejamos tragados e surpreendidos pelas recordações que passaram mas que por alguma razão foram ficando sob algumas camadas de outras experiências vividas nos múltiplos entreactos.

Uma sensação atípica e por vezes assustadora é o destapar de recordações que pareciam arrumadas num cantinho das nossas memórias. Memórias que pareciam encobertas por um manto de vivências e pela gestão de outras prioridades da lembrança. Mas, num instante – num flash veloz e inesperado – eis que todas elas parecem ser repostas. Basta um som, uma imagem, um cheiro, um toque ou uma emoção. De repente, uma parte da nossa vida é reavivada e reposta, resgatada a um sub-cave escura e esquecida do hipotálamo. E embora seja sempre surpreendente a forma como certas memórias estavam encaixotadas em parte incerta, não deixa de ser uma viagem emocionante, em menos da queima de um fósforo, voltar a ter 6 ou 7 anos e reaver alguns momentos de aventura e entusiasmo. Num instante, voltamos a ter o mesmo prazer de descoberta, o sorriso franco e inocente, e a alegria despreocupada de infante.

Obrigado memória(s).

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