Archive for Outubro, 2009


Fechando os assuntos da bola por hoje

Um dia vou ao Monumental ver um River-Boca.

monumental

P.S.: No seguimento de desejos quejandos; prezado Daniel temos uma ida a Los Angeles ao Staples Center por combinar.

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A imprensa cria fenómenos. Este rapaz aqui da foto acima é um desses fenómenos.

Vi a 2ª parte do Porto x Belém. Espero que continuem a colocar o moço a construir os ataques do Porto. Continuo a achar que a quantidade de bolas perdidas, os passes falhados e as péssimas opções de desmarcação não compensam as fulgurantes arrancadas e os espectaculares golos que aparecem esporadicamente. Mas isto sou eu, e não tenho pretensões de perceber de bola. Mas vou ficar à espera do que vai dizer o Francisco.

P.S. – No Porto mora o melhor ponta de lança do campeonato português. Chama-se Ernesto Farías. Talvez não seja titular mais vezes porque não foi “roubado” ao Benfica num dos mercados de transacções. Com isso podemos continuar a viver bem.

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Olivia Wilde

azeitonas

jorge jesus

Jorge, corre por aí que és Lagarto. Neste momento sei que és o mais benfiquista de todos nós.

Estou a gostar muito disto tudo. Tenho 30 anos. O melhor futebol que vi o Benfica jogar nestes 30 anos, tem sucedido nos últimos 3 meses.

Não sei se isto vai ser assim a toda a época. Acho que tu, Jorge, és o primeiro a achar que isto vai acabar mais cedo ou mais tarde. As tempestades de golos, a subjugação do adversário, a pressão altíssima, a velocidade de acção/reacção do Saviola, os sprints imparáveis do Di Maria, a defesa sólida e segura. Até o Cardozo, que não anda a jogar um chavo, meteste a melhor goleador das ligas europeias.

Mas Jorge, estás a criar-me um problema. No Sábado basta que marques menos de 5. Caso contrário, colocas-me com um problema capilar facial de alguma monta. Ainda me falta alguma densidade e comprimento mas mais umas 3 ou 4 jornadas a golear, e fico próximo de rivalizar com o “nosso” Barbas.

Um abraço deste teu amigo (que ficará satisfeito só com 0-3).

Aforismo Kafkiano do dia

Talvez haja apenas um pecado capital: a impaciência. Por causa da impaciência fomos expulsos dos paraíso, por causa da impaciência não podemos regressar.
Franz Kafka

escrever

Longe de considerar este espaço um exemplo de boa escrita, sinto-me com legitimidade para apresentar um incómodo.

Faz-me cada vez mais confusão os erros ortográficos, as encruzilhadas semânticas, as sintaxes canalhas e as travessuras com vírgulas que aparecem um pouco por todo lado. O incómodo é maior quando determinados discursos são emanados por detentores de cargos executivos ou políticos, pessoas com responsabilidades formativas ou agentes de difusão noticiosa.

Os correctores de texto já emendam muita coisa, mas correspondências de complementos directos, acertos com tempos verbais ou frases escanchadas com virgulações a destempo ainda passam nos crivos digitais da escrita.

Grande parte das vezes, as ideias de quem escreve descuidadamente ficam mal percepcionadas. Pior do que isso, parece que estamos a ser sujeitos a testes de atenção e avaliação à capacidade de descodificar discursos.

Quem tem dificuldades a escrever, treine. Quem não queira treinar, desenhe. Mas não nos façam perder muito tempo a tentar perceber o que queriam realmente dizer.

No prego – para descomprimir

“Fui à estante do corredor e tirei um livro ao acaso: Dickens, Hard Times, Tempos Difíceis. Abri uma página ao acaso e encontrei as linhas mais extraordinárias que já li na vida. Um homem vai visitar a mãe, que está muito velha e doente, e pergunta-lhe: tens dores, mãezinha? E ela responde: tenho a impressão que anda uma dor aí pelo quarto, mas não sei se me pertence.

Na entrevista de António Lobo Antunes à Visão.

esperar

Passamos a vida a esperar…

Esperamos o café.

Esperamos o dia da viagem.

Esperamos a SMS.

Esperamos a promoção.

Esperamos o sorriso.

Esperamos o agradecimento.

Esperamos o ajuste de contas.

Esperamos ficar ricos.

Esperamos que desta vez é que vai ser.

Esperamos a sobremesa.

Esperamos ter tempo.

Esperamos que não aconteça.

Esperamos o fim da conversa.

Esperamos a tranquilidade.

Esperamos o beijo.

Esperamos que não chova.

Esperamos o fim do dia de trabalho.

Esperamos pela companhia para o jantar.

Esperamos o regresso.

Esperamos pela digestão.

Esperamos o sucesso.

Esperamos que se lembrem de nós.

Esperamos que não seja muito caro.

Esperamos não sofrer.

Esperamos que haja lugar.

Esperamos o dia para jantar.

Esperamos na fila da portagem.

Esperamos não ouvir as histórias de sempre.

Esperamos o fim-de-semana.

Esperamos um dia melhor.

Esperamos pelo serralheiro.

Esperamos pela sorte.

Esperamos pela nossa vez.

Esperamos que as coisas mudem.

Esperamos que seja tudo mentira (ou tudo verdade).

Esperamos o fim da doença.

Esperamos o fim dos trailers no cinema.

Esperamos que nos respeitem.

Esperamos que tudo corra bem.

Esperamos pelo golo.

Esperamos a boa ideia.

Esperamos o telefonema.

Esperamos as boas novas.

Esperamos as más novas.

Esperamos que tudo passe depressa.

Esperamos a inspiração.

Esperamos a felicidade.

E no fim de tudo isto, às vezes, esquecemos o mais importante, viver entre todas as esperas.

Há coisas que me divertem. Os caçadores de gambozinos dão-me um especial deleite.

O caçador de gambozinos  é uma espécie cheia de coragem. Insinua, lança processos de intenções, clama por levantamentos populares. Mas falha no momento da concretização. O caçador de gambozinos trata a verdade como uma rua de sentido único. Só o seu sentido é correcto. Quem vem de lá, é um de dois – desonesto ou néscio.

O caçador de gambozinos clama por dignidade, brio, altivez moral e demais honrarias. Parece um conde francês do século XVII a elencar valores antes de mais um duelo ao raiar do dia com um algum plebeu mais atrevidote. O caçador de gambozinos não concebe ser contrariado.

Na essência, o caçador de gambozinos vive de vagas de fundo que não existem. Sente-se caucionado por desígnios delirantes que existem somente na sua cabeça.

Continuem por aí. Às vezes é difícil encontrar motivos para um simplório moço do campo se rir.

Ao analisar as estatísticas de visitas deste recanto, reparo que embora Outubro ainda não tenha findado, já é o mês com mais visitas de sempre desde a inauguração do espaço.

Continuam a ser uma surpresa as reacções, e muitas delas vindas donde menos se esperava, à existência deste palanque digital.

Na era da Internet as notícias propagam-se a uma velocidade vertiginosa e chegam aos sítios mais diversos e às pessoas mais inesperadas.

A exposição que este albergue começa a ter – está na fase em que fugiu da esfera da família e amigos – confere um grau de responsabilidade superior. No início desta saga, o intuito seria ter um sítio que pudesse servir quase como um diário da penúltima camada das emoções e dos afectos que cruzam e entre-cruzam a existência. Com o conhecimento generalizado por uma comunidade mais vasta, aumenta a exposição e com isso aumenta a exigência.

Continuarei a respeitar os princípios delineados para este Penúltima. Tentarei manter a fasquia ao nível que considero bom. Por vezes, a ânsia da partilha de novidades – dos mais diversos  quadrantes – interessará pouco a quem por aqui passa. São coisas que me interessam somente a mim. São notas que vou deixando no caminho, para no futuro resgatar uma música, uma ideia ou uma imagem.

A todos os que têm feito chegar por diversas vias a satisfação de visitar este botequim de ideários e devaneios apresento as minhas saudações cordiais. Continuo a contar convosco. Sobretudo para me chamarem a atenção para a patetice ou para os momentos em que sou mais prolixo em coisas que pouca interessam aos demais.

Obrigado.

Luís Filipe dos Santos Gonçalves

PS – Ando com umas quantas avaliações a restaurantes em atraso mas a inspiração – e escrever sobre degustação requer mais inspiração do que se pensa – anda um bocado arredada.

Aforismo de fim de dia

Só podem dormir de consciência tranquila aqueles que a têm.

Têm milhares de anos e durarão milhares de anos. As questões de fé, a existência e a crença em Deus(es) nunca serão um debate fácil entre crentes e não crentes.

Os crentes não toleram que se brinque com os seus símbolos e dogmas. Os não crentes não querem perceber que muito daquilo que estrutura uma pessoa pode passar pela sua formação religiosa e pela sua fé.

O recurso a outro tipo de argumentários talvez possa ser mais bem persuasivo…

Às vezes desconfio da existência de um Deus. A crença pode dar-me uma certa disposição.

Monica-Bellucci-443

merkel

Por cá o cenário é desolador.

Felizmente, a governar o motor económico da UE estão pessoas de bom senso e determinadas. A melhor vitória para Portugal, no passado dia 27 de Setembro, aconteceu em terras bávaras. E os próximos anos vão mostrar isso.

Isto precisa é de uma Senhora Merkel em cada esquina.

Atentai no porta-moedas

euro

Nos próximos dias, reparai nas vossas carteiras se a coroa da maioria das moedas não pertence a um dos demais países da UE que não o nosso.

aulas

Fim-de-semana

chuva 5

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Despertado há longo anos para o fenómeno tive o ensejo de me apresentar na condensação bem disposta da obra Shakespeariana.

Aprecia-se a originalidade da ideia, o humorismo, o ritmo alucinante – alucinado – e a interacção com o público. Salta a vista o deleite com que tudo aquilo foi pensado e como continua a ser executado com inspiração e prazer pelo mesmo elenco há quase treze anos.

Recomenda-se com vivacidade e grande entusiasmo. O desejo de ver tudo aquilo novamente surge ainda connosco lá pela sala.

É formidável o Romeu, bem gingão, de discurso acelerado e enfático.

(Falta uma palavra para as 97… Já sei!)

Adorei.

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Andamos entretidos com as nossas vidas, a discutir trivialidades e a dedicar energia a assuntos menores.

Vendo esta galeria de fotos de cenários de poluição extrema, e consequências dela, ficamos recolocados novamente no foco daquilo que realmente deve ser importante para o Homem – e para um homem.

As fotos são na China mas cenários destes estão um pouco por todo o mundo.

Pesâmes

Momento particularmente confrangedor quando temos de confortar um amigo devido a um grande infortúnio pessoal.

Passamos algumas horas a pensar no que dizer num telefonema de pesar. A eleger palavras, a preferir expressões e a delinear  o estratagema mais adequado para mostrar a nossa partilha pela dor e a nossa oferta de total apoio num momento duro e cruel. No meio dessas escolhas, uma ideia salta, a ideia de evitar liminarmente a questão mais idiota e néscia que se pode fazer nestes momentos.

O telefone toca. Enquanto toca, todo o argumento pensado ao longo do dia vai-se tornando difuso com ânsia do desânimo vocal que nos pode surgir do outro lado. No momento do atendimento, já perdemos todo o discurso e vamos ficando encurralados… lá sai: -“Como é que estás?”

Porra.

Sombra de Um Gigante

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Desabafo em final de jornada laboral

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