Archive for Setembro, 2009


“Todos pensam em deixar um planeta melhor para os nossos filhos… Quando é que pensarão em deixar filhos melhores para o nosso planeta?”

distirict9

Desde os primeiros minutos estilhaçam-se uma série de estereótipos de filmes quejandos a este.

A aparição dos seres alienígenas dá-se fora dos grandes terminais de chegadas inter-planetárias (Nova Iorque, Londres, Washington) e coloca uma gigantesca nave espacial sobre Joanesburgo. O aspecto dos seres é revelado de supetão, sem grande gestão de expectativas da aparência tenebrosa revelada às pingas. Os aliens circulam ao sol e sempre com grande proximidade de plano.

Nos minutos iniciais o estilo documentário de apresentação da estória leva a alguma demora na percepção do que se vai passar a seguir. Depois disso a acção é escorreita e em vários momentos existem pequenos volte-faces que nos fazem ajeitar na cadeira.

District 9 é uma experiência cinematográfica interessante. Cria uma história de tensões sociais entre raças inter-planetárias. Lança a questão, de forma metafórica, da exclusão e isolamento de quem se diferencia de nós e de como isso a breve trecho se transforma um problema do todo e não só de uma parte excluída.

A determinado ponto da estória é feita a humanização dos aliens a um nível que se calhar não se via desde o ET (embora sem o mesmo grau de fofice). O herói (ou será anti-herói?) tergiversa nas intenções sucessivamente, o que deixa sempre em aberto aquilo que se vai seguir nos próximos minutos.

A história merecia outro deselance. O final é chocho. Finalizar com um humano convertido em alien a fazer um trabalho de filigrana foi um bocadito bacoco. E claro está, ficaram todas as directrizes lançadas para um District 10. Para uma sequela de um filme deste tipo, não sei se será lá muito bom auspicio…

Back to basics

Évora vai receber no próximo ano evento internacional dedicado à gastronomia

cavaco_silva

Sobre a declaração do Presidente Cavaco deixo três notas:

– As “vulnerabilidades” detectadas foram aproveitadas para espionagem ou não?

– Para quem diz que não se deixa condicionar, usou a verbalização “forçado” pelo menos duas vezes na primeira pessoa.

– Depois desta historieta, a cooperação estratégica entre Governo e Presidência foi enviada às malvas – de vez .

Obrigado!

estatistica

comida

Um repasto é um dos preceitos mais acessíveis para fruir. Para surpreender o palato, aromatizar as narinas, destapar texturas e entabular uma conversa embalada por saberes e sabores gastronómicos.

Muitas refeições são vividas em aceleração, na procura do final mais próximo possível. Imperativos horários, imposições e obrigações.

Ainda assim, faz-me cada vez mais confusão a omissão de apreciações acerca das comidas durante uma refeição. Confunde-me e baralha-me quem não consegue tecer uma consideração. Se está bom ou mau, se é saboroso ou intragável, se recomenda ou não. Pessoas que atravessam um almoço com ar de enfado, com o pesar de obrigação da alimentação. Sem necessidade de gostar ou desgostar dos sabores e das sensações, à míngua de agradar ao palato e demais sentidos.

Confunde-me…

Votos Nulos

VOTO_NULO

A que horas é o próximo voo para Berlim?

resultados_legislativas

Estou muito satisfeito com os resultados de hoje.

AngelaMerkel

Quanto aos resultados aqui da lusa pátria… estou ligeiramente indisposto… falarei disso noutra altura…

D’Oliva Al Forno

doliva

Num antigo armazém da cidade de Matosinhos encontra-se o elegante D’Oliva Al Forno. A primeira impressão que salta à vista é o ambiente cosmopolita. Pessoas elegantemente vestidas, um DJ a seleccionar sequências de tons em registo lounge e chill-out, uma parede forrada a garrafas de vinho e uma outra parede oposto forrada a xisto. A luz está suave e apesar da sala cheia, o ambiente não está ruidoso e a conversa flui na mesa sem grandes interferências das mesas em redor.

A carta é uma mescla de escolhas, embora a predominância recaia em ofertas de cozinha italiana, existem diversas ofertas da cozinha lusa.

O percurso pela carta faz-se com a companhia de caipirinha, e embora as massas frescas sejam sempre um apelo forte, a escolha acabou por recair sobre um Naco de Carne de Angus Argentina com 270 gr. guarnecida com esparregado e batatas fritas em rodelas. A humedecer a carne o tradicional molho argentino chimichurri. A carne chegou à mesa, mal passada a pedido, com aspecto insuperável. O toque de boca correspondeu aquilo que se pode esperar de uma carne argentina – suculência, gosto, maturação e textura. Na guarnição, o esparregado apresentou variante que desconhecia, as nabiças estavam maceradas em vez de trituradas ou moídas como habitualmente. Agradável.

No copo, apresentava-se o versátil e acessível Esteva Douro da Casa Ferreirinha. Cumpriu o desafio de acompanhamento à carne, sem desmerecimento.

Apresentada a carta de sobremesas, ali estava na terceira linha, em apelo urgente, Pudim Abade de Priscos. Sem qualquer tipo de resistência, entreguei-me à sua escolha – sem arrependimento. O Pudim mostrou-se como se quer doce, no limiar do enjoativo, mas rico no sabor e entregando aquela pequena sensação de arrependimento sobre a consciência cerebral de que as artérias estão em fustigo absoluto. Mas apanhar Abades de Priscos nas ementas é avistamento raro e o corpo bem pode, de quando em vez, ser sujeito a martírios tão deliciosos.

O serviço é um reflexo da casa – elegante, expedito, discreto mas deveras atencioso.

Há experiências que se recomendam com vivacidade e convicção. Pena que para voltar a este espaço seja preciso fazer mais de 300 km. Mas há coisas que precisam de se fazer merecer, e saber fazer-se esperar, para possam ser apreciadas com a devida solenidade e vénia.

São só 50

Parabéns Mãe

50_anos

Dia de Reflexão

laranjas

Basta

socrates

Portugal foi o país da União Europeia que mais fundos estruturais perdeu em 2008

Programa de distribuição do computador Magalhães suspenso

“TGV será o maior fiasco em 50 anos”, diz economista

Um homem poderoso (e perigoso)

Sócrates e as contas públicas

A TVI e o Governo

Gestos que nos envergonham

Governo Sócrates só reforçou investimento público no último ano da legislatura

Fisco ataca pensionistas

INEM: Helibravo exige repetição do concurso de aluguer de helicópteros

Pódio do nosso empobrecimento

Faina

Um telefone, 3 PC a circundar, uma cadeira para as visitas, 5 clientes e… fadiga.

Fotos-0016

himym

E classificado em 15º está…

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A melancolia das coisas bonitas

Bom Outono a todos!

Outono

Outono

Andas aí a preparar a chegada há algumas semanas.

Devolves as vidas à regularidade e arrumas no devido lugar os devaneios do calor passado. Tudo recomeça.

Empacotas os dias em quantidades mais pequenas e trazes uma pequena aragem fria ao fim da tarde. Ainda assim não te escusas a afagar a tez da face pondo um pouco de luz e calor nos raios de sol do meio-dia. Eu sei que ainda vais trazer mais coisas…

Os tapetes de folhas secas batidos pelos ventos, com múltiplas tonalidades de castanhos, vermelhos e amarelos. As névoas ao fim da tarde complementadas pelos fumos das lareiras e dos fogões. As uvas e o vinho novo. As aguardentes e as broas fervidas.

Metes as brasas na lareira para golpear, salgar e agitar dezenas e dezenas de castanhas no púcaro. E distribuis por todos que estão a partilhar contigo o conchego das labaredas.

Aparecem os sobretudos quentes a dar agasalho e o ar frio a fazer-nos sentir vivos. Chegam as azeitonas – a apanha, a carga e o intenso, mas tão vivo, aroma dos lagares –  que culminam na primeira prova, naquele primeiro bacalhau que é temperado com o nosso azeite, o nosso.

Dás boas vindas aos Finados e preparas a chegada do Natal.

Já estava com saudades tuas. Sê bem vindo mais uma vez.

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Chegamos à caixa de mail e temos referenciado um link com diversas receitas locais tuteladas pela nossa Avó Paterna.

Um orgulho e um privilégio de já ter provado todas aquelas iguarias.

A Cozinha Tradicional na Área do Pinhal. (Estudo)(X). Concelho de Sardoal

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Estamos a definir formas, conceitos, sabores e texturas.

A aprender a dosear quantidades, a escolher os melhores ingredientes e as estremar os moldes mais sensatos.

A massa da Tigelada está quase a chegar à boca do forno.

Em estado claramente ressacado e com uma percepção da realidade próxima da 5ª dimensão, ter a oportunidade de fazer o repasto em local não usual pode trazer óptimas surpresas.

Ali num 2º C do Bairro do Calhariz de Benfica tive o privilégio de ter à espera o almoço deste dia.  Galinha corada, criada por Ana e cozinhada por Fátima, com arroz de forno e um copo de branco, selo Alabastro. Depois disso cá me apresento – revigorado.

Esta semana só consegue começar às 14:30 de 2ª feira…

Dead To The World

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