Archive for Julho, 2009


Sou mesmo idiota…

A banhos!

sao_torpes
Depois de duas semanas laboralmente extenuantes, chega a merecida – embora curtinha, curtinha… – temporada de férias.
Tal como o escriba também o “Penúltima” vai estar a banhos. Embora, com outras “penúltimas gotas”, salgadas, a escorrer pelos areais…
Até breve!

A configuração do “Out Of Office Assistant” do Outlook.

“Encontro-me ausente do escritório até dia 10 de Agosto.

Para qualquer assunto contactar **************** ou ***************, 21*******. Obrigado
———————————————————————————

I’m currently out of office until August 10th. For any issue please contact **************** or ***************, +35121*******. Thank You.”

A banda sonora indicada para o último dia de trabalho antes da temporada de férias do veranista!

MusicCatalog_0-9_2 Many DJ's - As Heard On Radio Soulwax Pt. 2_!2 Many DJ's - As Heard On Radio Soulwax Pt. 2

Psicadelismos de Verão

Mr. Oizo, com o seu visual de Capitão Haddock,  liberta testosterona tecno de eleição.

Com a chegada de mais um licenciado à família, fecha-se um ciclo fundamental para a educação parental . Bem sei, que se havia coisa que faria feliz os pais do “tridente” era ver todos os filhos licenciados. Esse dia chegou hoje. (Parabéns, ò gabirú!)
É verdade, que para a malta mais nova os estudos prosseguirão durante mais algum tempo, mas esta marca já ninguém vos tira.
Mais uma vez é altura de felicitarmos os nossos pais, por nos terem criado e educado desta forma. Com todos os defeitos e virtudes que nos populam, somos bons moços. Boa parte disso deve-se a eles.
Parabéns a todos!!!

A Alice do Tim Burton

Trailer “Alice in The Wonderland”

A convivência com terceiros exige um pouco de disciplina na lida da casa e também na ocupação do espaço domiciliário. Na falta de terceiros, e aliado à preguiça natural, começam a despontar alguns problemas.

Primeiras anomalias identificadas nos primeiros dias desta temporada de “solidão” de Verão:

– a roupa deixa de estar espalhada somente pelo quarto e passa a posicionar-se noutros pontos da casa;

– a loiça suja passa a ter reuniões de longa duração no lavatório da cozinha;

– os bicos do fogão ajudam no combate ao aquecimento global;

– mais depressa se ouve o canto de um grilo do que a voz humana (sim, há um grilo algures aqui pelo prédio!)…

Hip Hop do outro lado do Atlântico Sul, com um travo tropical e boa onda!

Grandes Portugueses (I)

Atrás de mim virá quem de mim bom fará.

Há alturas das nossas vidas em que nos agarramos bastante à audição de um determinado álbum ou determinado artista.

Sucessivas e sucessivas audições associam-se para memória futura a sentimentos, sensações e emoções.

Hoje recuei uns anos no tempo e senti as mesmas angústias, desilusões e tristezas pelas quais passei há alguns anos atrás. E foi com isto…

Josh Rouse – Sparrows Over Birmingham

Fell down on both knees
You were young
Bones still soft
Legs fell numb

Oh how those sparrows sang for you

So you grew up
An isolated pup
You had some books
You had some love

Oh God was watching over you
Oh how those sparrows sang for you

You witnessed a man
A holy man
Touched your head
With his gentle hands

Oh God was watching over you

Lived in a house
In Birmingham
A preacher’s son
The Lord’s plan

Oh God was watching over you
Oh how those sparrows sang for two

When you arrived
Carried you there
Hear the preacher’s son
Your only love

Oh God was watching over you


Queria pôr audição do trecho musical mas não consegui encontrar…

home-alone1

papelada

A burocracia não existe somente no funcionalismo público. Também pode ser interna e unipessoal.

Também em nós existem processos e processos que se vão arrastando ao longo do tempo, demasiado tempo, aos quais ninguém tem capacidade para dar resposta. E com isto, vai-se instalando alguma incapacidade de reacção, conformismo e desalento.

Amanhã será outro dia…

Este ano será do Óscar.

Oscar_Cardozo

Frases e declarações com mensagens nas entrelinhas e duplo sentido são comuns nos espaços pessoais da internet (Hi5, Facebook, Blogues…).

Contra este espaço se fala, visto que também se usa esse subterfúgio de quando em vez. No entanto, maior parte das vezes esse tipo de artificio conduz a más interpretações. Os destinatários das mensagens são difusos, aquilo que se quer transmitir na realidade perde-se nas insinuações de vidas que não são as nossas e as das quais desconhecemos as incidências.

No fundo, estes tipos de exposição discursiva são uma forma de chamar a atenção de quem passa por estes espaços, mas sem a coragem de concretizar apoquentações e aflições pessoais e respectivos endereçados.

Por norma, as “meias palavras” confundem e baralham bem mais do que esclarecem… Ou se calhar somos somente maus entendedores!

9 de Agosto @ Sudoeste

Já lá estou!!!

Twitter

A porta está só encostada

Sobre o amor já tudo se disse, sobre a falta dele é que não.

Liguei o computador para escrever sobre o amor. Vinha cheia de ideias, sentimentos, frases tão feitas e tão inspiradoras que nem o nevoeiro-à-D. Sebastião que paira sobre Lisboa as conseguiria dissipar. Até que me deparei com a folha em branco, o cursor a piscar, insistente, a pedir palavras. E percebi que isso era o mais fácil. Escrever sobre o amor, viver com amor, acordar e dormir com amor, é o mais fácil. A partir do momento em que se tem, é tudo de uma facilidade relativa. Difícil é viver sem ele.

Nada de equívocos, nada de vozes contestatárias. Partilhar a vida – sei-o eu, sabemos todos -, não é pêra doce. Não é com moeda ao ar que se decide quem vai primeiro para o duche de manhã, quem trata da loiça, quem leva o cão à rua quando os termómetros mal roçam aos valores positivos. Não é de cara alegre que se dá o braço a torcer, que se engolem sapos do tamanho de prédios de três andares, que se ensaia um pedido de desculpas. Não baixa em nós, subitamente, um manto de altruísmo que faz com que a divisão e a partilha se transformem na oitava maravilha (no tempo em que só havia sete, agora perdemos-lhe a conta), operações tão simples de realizar que até dão gosto.

Ter amor, viver com amor, fazer com que as coisas resultem, dá trabalho. Chatices pegadas. Discussões de bater com a porta. Ralações que nos levam minutos de vida saudável. Mas, não me lixem, não é, nunca será pior, que não ter ninguém. Já se sabe que há quem goste, quem viva assim por opção, sobre esses estamos conversados. Mas querer e não ter, procurar e não saber onde se encontra, viver com a solidão como inquilina, não é coisa que se deseje por tempo indeterminado.

É boa a sensação de ter a casa por nossa conta por um dia, uma semana. É bom pôr fim a uma relação que nos consome, ficar em silêncio. É aceitável jurar a pés juntos que não nos voltaremos a meter noutra, pelo menos enquanto a memória ou dor causada pela última ainda estiverem demasiado avivadas. O problema é que passa. O chavão que ninguém quer ouvir, sobretudo quando tem o coração mais passado que carne picada, faz sentido: não há nada que o tempo não cure. Mesmo que não se saiba o que fazer com esse tempo. Pior, mesmo que não se saiba quanto tempo dura esse tempo. Há sempre um dia que se acorda e já passou. E estamos, de novo, disponíveis no mercado das relações. Mais velhos, menos fantasiosos, mais experientes, mais de pé atrás, mais ou menos disponíveis, mas de novo no mercado. E a roda volta a girar.

Não sou uma descrente. Não digo, como escreveu o Miguel Esteves Cardoso numa crónica tão fatalista quanto brilhante, que o amor fechou a porta. Que já ninguém se apaixona de verdade. Que já ninguém quer viver um amor impossível. Que já ninguém aceita amar sem uma razão. Que a paixão, que deveria ser desmedida, é na medida do possível. Que os namorados de hoje são embrutecidos e cobardes, incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia. Isto tudo disse ele, génio das palavras, não eu. Se calhar é porque tenho amor na minha vida, estou na fase cor-de-rosa. E porque vivi ainda pouco, mas o suficiente para saber que a porta do amor nunca se fecha. Está é encostada. Pelo menos, dá-me mais jeito pensar assim.

É preciso já ter vivido com amor, com paixão estúpida, para saber como é a vida sem eles. Para lhes dar valor quando nos entram pela porta só encostada, quase sempre sem se fazerem anunciar. É preciso já ter sentido vontade de morrer – que é diferente de sentir vontade de nos matarmos, que amores à Romeu e Julieta não há assim tantos. É só aquela coisa de não se estar bem em lado nenhum, de ver o amor em todos os sítios menos ao nosso lado. Aquela coisa de não ter vontade de saltar da cama. A sensação que há uma nuvem cinzenta localizada em cima da nossa cama, a largar chuva dia e noite. Não ter fome, não ter frio, não ter nada. Só aquela bola imensa que vai da garganta ao estômago, que não desaparece nem por nada. E a certeza, tantas vezes absoluta, que nunca mais se voltará a ser feliz, intercalada com a outra certeza, aquela que diz que assim é que se está bem, num processo de verdadeira esquizofrenia que vai do riso à lágrima em menos de três segundos.

Viver sem amor, com a alma em suspenso, não é mal que se deseje a ninguém, (não vá o feitiço virar-se contra o feiticeiro, e depois é que são elas). Porque, em bom português, é uma merda. Devia constar dos censos e tudo. Gostava que as pessoas que mandam nisto se dedicassem a ver quantas pessoas vivem sem amor. Quantas são menos produtivas à conta disso. Quantas encarecem o sistema nacional de saúde, com depressões, ataques de pânico e afins. E quantas é que não prefeririam uma cara-metade a um aumento de salário. Chegue eu um dia ao governo e uma das primeiras medidas será essa: amor para toda a gente, dê lá por onde der.

O amor faz falta pelas coisas mais comezinhas. Para ter alguém com quem ir almoçar. Para provocar uma discussão quando a vida corre mal e se quer descarregar em cima de alguém. Para festinhas na alma. Para dividir as contas. Para mostrar à família que, afinal, há alguém que nos pegue. Para se poder usar um vestido de noiva. Para se ter um ar respeitável e acabar com a imagem de estroina. Para combater o medo do escuro. Para ter sexo com frequência. Para ter sempre um ombro onde chorar. Para nos sentirmos completos. Não é isto, tudo isto e ainda mais, que dá sentido à vida?

Longe de mim a postura messiânica, estar para aqui a pregar das virtudes do amor. Cada um é como cada qual. Se calhar há mesmo quem nunca vá encontrar alguém. Se calhar há mesmo quem nunca tenha conhecido o amor e não precise nem queira. Se calhar há mesmo quem hasteie a bandeira da solidão e a faça abanar ao vento, orgulhosamente. Se calhar há quem não precise de mais companhia que da dos livros, dos filmes, de um cocker spaniel. Mas eu, que tenho amor e que sei como é não ter, não quero andar para trás. Que ninguém me tire os beijos, os amuos, os abraços, as discussões, a contagem de segundos até o ver outra vez. E como eu há muita gente. É por isso que, a quem vive com as dificuldades típicas de quem não tem amor, reforço que a porta está só encostada. Que o tempo, aquele tempo, vai passar, e o amor não tem por que não entrar aos atropelos. Que “o amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita. Não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar. O amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe”. Diz o MEC. E digo eu.

Tadita da Carol!

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Consegui descobrir um canal que não está a transmitir as cerimónias fúnebres de Michael Jackson.

Revejo na SIC Radical velhos episódios de Dragon Ball Z…

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