Em regresso a casa, a hora tardia, cruzo-me com portagens nos arrabaldes da grande cidade. À medida que a portagem se aproxima, começo a indagar-me de quem estará lá para cobrar a taxa. Esta objecção rapidamente encaminhou-me para outro pensamento, “e se fosse eu o portageiro”? Que pensamentos me ocorreriam quando visse mais uns médios lá ao longe a aproximar-se. Quem vem lá agora? E isto tudo na penumbra da noite, com trânsito escasso e esporádico.
Que angústias e expectativas se vivem no íntimo de um portageiro em funções de cobrança nocturnas?…

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